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Colar de águas no litoral, a herança de 200 mil anos

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Publicação: 08/09/2007

 O Rio Grande do Sul é o segundo Estado do país em corpos de água. Só perde para o Pará. Considerando-se arroios e rios, existem 118 mil corpos de água diferentes, segundo um levantamento baseado em fotos de satélite.
 
 Somente em lagoas, são 12.908,10 quilômetros quadrados tomados pela água, o que corresponde a cerca de 4,57% da superfície do Rio Grande (de 282.062 quilômetros quadrados). Um verdadeiro cordão de lagoas estende-se pelos mais de 620 quilômetros da costa do Estado, formando uma das mais belas geografias litorâneas do país. Há tanta água, que muitas dessas lagoas são bem visíveis até em fotos de satélite, feitas de grande altitude.
 
 Tudo isso foi construído pela natureza ao longo de mais de 200 mil anos, por força do movimento de avanço e regressão do mar sobre a superfície da costa. É o que demonstram estudos realizados na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
 
 Quando houve o primeiro avanço do mar sobre o continente - na fase em que começou o delineamento propriamente dito do atual litoral - há 230 mil anos, formou-se uma barreira de sedimentos na cota de 20 metros acima do nível atual, que se aproximou da Serra Geral, próximo a Osório, e se estendeu até as imediações de Palmares do Sul. Quando o mar recuou, 50 mil anos depois, deixou uma grande superfície inundada. No final desse período, há 180 mil anos, houve um novo avanço do mar, só que até a cota de 16 metros, criando uma nova barreira para aprisionar a água que estava acumulada.
 
 Esse terraço estendeu-se de Torres até são José do Norte, completando a caixa de uma primitiva Lagoa dos Patos, que formava uma unidade incluindo as Lagoas do Casamento e dos Barros.
 
 Nas dezenas de milhares de anos seguintes, com nova regressão do mar, a erosão e sedimentação das enormes massas de água que se formaram foram constituindo outras barreiras que isolaram inúmeras lagoas principalmente ao norte de Osório. Numa nova transgressão, há 80 mil anos, que chegou até a cota de oito metros, foram cobertos todos os baixios entre os terraços anteriores e, quando o mar recuou novamente nos 60 mil anos seguintes, restaram novas lagoas em nossa costa. O último terraço surgiu há cinco mil anos, aprisionando as Lagoas Itapeva e Quadros e as lagoas em rosário de Tramandaí até São José do Norte e em todo o litoral Sul. Ficaram esculpidas, assim, todas as nossas atuais lagoas.
 
 São, no total, 61 lagoas, entre as quais se destacam três: a Mangueira, com 802 quilômetros quadrados de área; a Mirim, com 3.520 quilômetros quadrados e a dos Patos, com 9.280 quilômetros quadrados - esta ainda está em formação e, no futuro, em decorrência da imensa carga de sedimentos procedente dos rios formadores do estuário do Guaíba e de suas margens, tende a se tornar mais rasa e espraiar-se para suas margens.


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