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Como se vivia no Rio Grande na época da Revolução

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Publicação: 08/09/2007

 Não obstante o "caráter guerreiro" que era atribuído ao Rio Grande pelas populações das demais províncias, os moradores locais conseguiam organizar o seu dia-a-dia de forma pacata.
 
 Nas cidades e vilas a grande atração eram as procissões e os atos ligados à religião. As irmandades, organizações de leigos que se dedicavam a festejar um determinado santo ou a certas práticas caridosas, estavam presentes em quase todas as cidades e vilas, e tratavam de dar a pompa necessária às comemorações religiosas, desfilando pelas ruas com seus mantos coloridos. Os moradores, por sua vez, contribuíam para embelezar a festa colocando colchas trabalhadas nos balcões das casas.
 
 Mas nesse Rio Grande de então não só se vivia de forma diferente daquela de agora - também se morria de forma diversa. A morte era anunciada pelo sino da igreja - com toques especiais para homem adulto, mulher adulta, moça virgem e crianças. Isto, em certas épocas, chegou a provocar conflitos entre as autoridades civis e eclesiásticas. Quando, no final do século passado, a província enfrentou uma epidemia de cólera, o presidente da província insistiu, junto ao bispo, para que fossem suspensos os toques de sino que anunciavam as mortes, porque "traziam a população em constante sobressalto".
 
 Um dos principais atos da preparação para a morte era a confecção de um testamento. Ao contrário dos testamentos atuais, em que a preocupação central é realizar uma distribuição de bens, os de então eram uma espécie de acerto de contas espiritual, em que o testador procurava garantir a redenção de sua alma e comandar o espetáculo de sua morte.
 
 Além de determinarem a repartição dos bens, estabeleciam esmolas para os pobres a serem distribuídas no dia da morte do testador, missas a serem rezadas em benefício de sua alma e, em algumas vezes com minúcias incríveis, descreviam como deveria ser o enterro - que, pelo menos até a década de 40 do século passado, era na maioria das vezes feito bem no centro das cidades, atrás da igreja, onde ficavam os cemitérios.
 
 Curiosamente para nós, as pessoas não eram enterradas em caixão. Esse hábito só iria surgir a partir da segunda metade do século passado. Antes disso, os caixões eram emprestados ou alugados pelas irmandades que os possuíam, servindo para conduzir o falecido até a cova, onde era retirado do caixão e baixado à terra.
 
 Os mais devotos requeriam, em seus testamentos, que fossem enterrados vestindo a roupa de algum santo de sua devoção - São Francisco de Assis, com seus trajes marrons, era especialmente cotado. Mas, de maneira geral, usava-se a mortalha, pano cozido sobre o corpo do defunto: branca para as moças virgens, branca ou azul para as crianças; roxa para as mulheres e homens adultos.
 
 Apesar do enorme peso da religião, não se pode imaginar o Rio Grande de então como um enorme paraíso de devotos. Se as exterioridades do culto eram apreciadas e mantidas, eram, entretanto, muitos os problemas. Havia uma falta crônica de sacerdotes, principalmente na Campanha.
 
 A presença dos primeiros protestantes provocava atritos relativos à realização de casamentos pelos pastores e ao local de enterro.
 
 As sociedades maçônicas floresciam. A maçonaria, aliás, contava com muita força. Nela estavam presentes até sacerdotes, e a maioria dos homens influentes da província era maçom. Entre os maçons ilustres, destacava-se Bento Gonçalves, que organizou diversas lojas na fronteira, e cujo codinome, na maçonaria, era Sucre.


Fonte:   Lígia Gomes Carneiro





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