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O diretor técnico da Emater/RS, Paulo Silva, participou, na manhã desta quinta-feira (24), em Cachoeira do Sul, de visita técnica à Pecanita Agroindustrial, proprietária, no município, de um pomar de cerca de 45 mil pés de variedades de nogueiras pecã, o maior da América Latina. A intenção é promover entre os técnicos da Emater/RS-Ascar a ampliação dos conhecimentos sobre o cultivo da noz pecã no Rio Grande do Sul e, por parte da Pecanita, despertar o interesse em organizar parcerias entre produtores rurais para o desenvolvimento de novos pomares.
“Não há dúvida que a nogueira pecã é uma alternativa muito interessante para as pequenas propriedades do Rio Grande do Sul e para outras áreas que estão em expansão. Assim, entendemos que a necessidade dos extensionistas em obter conhecimentos sólidos sobre essa cultura, assim como sobre o girassol, canola, mamoma e outras tantas culturas novas, é de fundamental importância, porque existe pressão para a implantação, seja de pomares ou de lavouras. Conhecimentos sólidos e conscientes são a base para se realizar as recomendações específicas e para estar ao lado das famílias rurais quando for necessária a assistência técnica. A obrigação da Diretoria da Emater é promover conhecimentos sobre todas as questões que envolvem a agricultura gaúcha e o nosso trabalho como extensionistas, e é nessa linha que temos pautado a Direção Técnica da instituição”, declarou Paulo Silva. Do encontro participaram ainda mais de 30 extensionistas de 23 municípios gaúchos.
Pecanita Durante a abertura do encontro realizado na sede da empresa, na BR 153, quilômetro 402, o diretor da empresa Claiton Wallauer relatou a trajetória da Pecanita em Cachoeira do Sul. “Temos 40 anos de tradição e de incentivo à cultura, com tecnologia importada e cultivo de variedades adaptadas ao solo e clima brasileiros”, disse Wallauer. De acordo com o empresário, a Pecanita tornou-se referência internacional no manejo de noz pecã, com cerca de 500 hectares plantados com a fruta e uma produção entre 1 mil a 1.500 quilos por hectare. Em 2007, houve a primeira exportação de noz pecã para o mercado internacional. “Enviamos 100 toneladas para a China”, afirma Wallauer. Os novos mercados estão também na Índia, Japão, Europa e Estados Unidos, conforme levantamento econômico da empresa.
A Pecanita possui um total de área de 1 mil hectares, também com o plantio de arroz e soja. A empresa surgiu no início dos anos 1960, quando um dos antigos proprietários, Geraldo Link, conheceu a cultura da noz pecã em visita ao sul dos Estados Unidos e importou as primeiras mudas para o Rio Grande do Sul. Durante a visita foi apresentado o projeto Desenvolvendo Parcerias 2008, com visitas a convidar produtores para cultivo de noz pecã. “Oferecemos tecnologia e oportunidades de formação em cultivares frutíferas perenes”, argumenta Wallauer. De acordo com o empresário, para atender o mercado crescente a Pecanita está à procura de parceiros para formação de novos pomares. “A noz pecã é um bom negócio, com frutas de alto valor agregado, não perecíveis a curto prazo, perenes, com baixo custo de manejo no pomar e vasta possibilidade de consórcio”, diz. A empresa oferece compromisso de compra de safra, parceria com entidades rurais e municípios, auxílio na obtenção de linhas de crédito com bancos e orientação técnica na implantação do pomar. “O valor médio de compra da empresa é de R$4,00 a R$5,00 por quilo”, diz o diretor da Pecanita.
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