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A governadora Yeda Crusius está recebendo, nesta segunda-feira (13), missão do Banco Mundial (Bird) para acompanhamento das ações assumidas pelo Estado como resposta ao contrato de empréstimo para reestruturação da dívida pública extralimite. Os compromissos envolvem metas fiscais e de modernização da máquina pública, que são condicionantes para o repasse da segunda parcela da operação, de US$ 450 milhões (aproximadamente R$ 981 milhões), do total de US$ 1,1 bilhão. Conforme o avanço no cumprimento das metas, o montante poderá ser liberado ainda em 2009.
Durante a agenda de trabalho, o governo do Estado destacará, além da melhora substancial na qualidade da política fiscal, com ações de incremento da receita e de combate à sonegação, que o ajuste fiscal está sendo mantido com rigor. Uma das principais contrapartidas ao Bird, o alcance do déficit zero, permite a retomada dos investimentos públicos, outro ponto pactuado com a instituição. Em 2009, entre recursos do Orçamento, das estatais e de outras fontes, o governo aplicará R$ 3,5 bilhões na economia gaúcha, principalmente nas áreas social e de infraestrutura. O governo ressaltará ainda que, graças ao equilíbrio das contas, o Estado está mais bem preparado para enfrentar a crise econômica mundial, pois a execução dos investimentos possibilitará a criação de 85 mil empregos.
"Os resultados financeiros e orçamentários do primeiro bimestre de 2009, por exemplo, mostram o nosso acerto e que estamos na estabilidade. A estrutura financeira do Rio Grande do Sul agora é forte, nos permitindo investir e gerar empregos", avalia a governadora Yeda Crusius.
O contrato de US$ 1,1 bilhão com o Bird foi assinado em 1º de setembro do ano passado, no Palácio Piratini, entre a governadora Yeda Crusius e o então diretor da instituição para o Brasil, John Briscoe, com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, avalista da operação. Em 2008, a economia com o pagamento de dívidas, possibilitada pela liberação da primeira parcela (US$ 650 milhões), permitiu ao Estado economizar cerca de R$ 170 milhões, contribuindo também para a conquista do superávit orçamentário de R$ 443 milhões.
O novo diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop, lidera a missão, composta também pelos gerentes dos projetos RS: Sustentabilidade Fiscal para o Crescimento, Fernando Blanco, e RS: Projeto Integrado de Desenvolvimento Municipal, Juliana Garrido. Também integram a equipe a especialista em setor público, Evelyn Levy, e o consultor para a Previdência, Marcelo Caetano. A agenda prevê dois dias de trabalhos junto a grupos técnicos das secretarias da Fazenda e do Planejamento e Gestão.
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