O deputado João Fischer (PP) ocupou a tribuna nesta quarta-feira (18), no período do Grande Expediente, para propor à Assembleia Legislativa uma grande mobilização em defesa das reformas que tramitam no Congresso Nacional, especialmente aquelas capazes de combater o desemprego no País. "Ao contrário da anunciada marolinha, vivemos uma das piores crises da nossa história e o fantasma do desemprego tem assombrado milhares de trabalhadores em todo mundo. Na verdade, estamos no olho de um verdadeiro furacão. Acredito que esta Casa possa liderar uma grande mobilização, com objetivo de sensibilizar os governos a promoverem, de uma vez por todas, as reformas tão esperadas por trabalhadores e empresários", disse.
De acordo com Fischer, aproximadamente 50 milhões de brasileiros estão fora do mercado de trabalho, devido ao excesso de encargos trabalhistas e previdenciários, e, na maioria das vezes, não encontram nos sindicatos e associações o apoio necessário para reverter a situação. "A proliferação de sindicatos, financiados com recursos públicos, aliados a uma justiça do trabalho muitas vezes inflexível, são o retrato de um País que patina em reformas e atitudes urgentes e emergenciais, em meio a uma guerra mundial de empregos. Enquanto o desemprego assolava apenas os trabalhadores de setores como coureiro calçadista e outros menos vistosos aos olhos do governo federal, ou de sindicatos mais preocupados em destruir e enfrentar o empreendedor, o silêncio imperava por parte dos governantes", criticou.
Uma das causas desse descontrole, segundo o parlamentar, é a perda de competitividade, que "vem massacrando as empresas com uma das mais altas cargas tributárias do mundo, uma legislação arcaica e ultrapassada, pois, ao invés de beneficiar o trabalhador, sobrecarrega o empregador e diminui a oferta de emprego".
Na opinião do Fischer seria muito mais barato para o governo manter os empregos do que desembolsar milhões, mexendo sensivelmente na economia do Brasil, pagando o seguro-desemprego. Levantamento realizado pelas federações empresarias aponta que, para cada desemprego gerado pela crise mundial, seria possível criar dez novos postos de trabalho se fosse modificada a legislação. "Ao invés disso, o governo dificulta de sobremaneira a vida das empresas e de quem quer trabalhar num emaranhado de leis e decretos que só de ordem tributária, somam mais de 340 mil em todo País", sentenciou.
O progressista citou, como exemplo, uma empresa que precisa recorrer ao empréstimo irá pagar 20% de juro ao longo do ano. "Qual é a empresa que consegue pagar essa conta? Qual é o produto que tem essa lucratividade? Isso é uma política de quem não prioriza a geração de empregos, mas estimula a especulação financeira", lamentou.