Na sessão plenária desta quinta-feira (24), foram debatidos temas como a situação da Ulbra, o atraso das obras de implantação de uma linha de energia para o Ceitec e a prestação de contas feita hoje pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Porto Alegre.
Prestação de Contas do PAC
O líder da Bancada do PT, Elvino Bohn Gass, registrou a presença da chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff, hoje, em Porto Alegre. Segundo o deputado, a ministra apresentou uma prestação de contas sobre as obras do Pac. "O PAC está em pleno andamento. Temos recursos do governo federal até 2010 da ordem R$ 23,3 bilhões de reais". E acrescentou: "temos a palavra do presidente da República que não haverá contingenciamento desses recursos". Bohn Gass lamentou a ausência da governadora Yeda Crusius na oportunidade.
Ceitec
O deputado Raul Carrion (PCdoB) deu destaque à reunião realizada ontem na Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável que tratou da implantação de uma linha redundante de energia para o Ceitec, primeira indústria de chips e semicondutores do Rio Grande do Sul. Conforme Carrion, a instalação deveria estar concluída até fevereiro deste ano. "Infelizmente constatamos uma vez mais a não-conclusão dessas obras. E para o meu espanto, até hoje o convênio entre a CEEE e o governo do Estado para a execução da obra não foi assinado", criticou. O parlamentar também deu destaque à vinda da ministra Dilma Rousseff hoje a Porto Alegre.
Crise da Ulbra
A deputada Marisa Formolo (PT) tratou da crise da Ulbra. Segundo a parlamentar, a reunião realizada em Brasília na semana passada trouxe possibilidades de discussão sobre o tema. "Conseguimos criar um eixo político de que a Ulbra precisa ser salva e a reitoria tinha que ser substituída". Marisa Formolo cumprimentou o Sinpro/RS pela atuação nesse processo. Segundo ela, o sindicato possui uma lista de propostas. Entre elas, está a mudança de toda a equipe diretora comprometida com a antiga reitoria, a regularização salarial dos professores, a garantia de não-punição dos professores envolvidos no processo de mobilização e o compromisso de realização de uma auditoria para aferir a real situação dos passivos da Ulbra.
Tribuna
O líder partidário do PSB, deputado Miki Breier, homenageou Palmira Gobbi, pioneira na luta pela preservação das vida dos animais em Porto Alegre, falecida em 1979. De acordo com o parlamentar, se estivesse viva, a defensora dos animais completaria neste mês de abril 100 anos. "Sabemos que temos que cuidar das políticas sociais,das crianças e adolescentes, mas também sabemos que a vida animal precisa ser preservada e cuidada", disse Breier.
O deputado Cassiá Carpes (PTB) solicitou ao Daer que tome providências quanto à manutenção das placas de concreto da RS 118, que liga a Região Metropolitana ao litoral e à BR 116. Conforme o parlamentar, a solicitação partiu da Associação Industrial de Alvorada. O deputado também fez referência à discussão havida ontem, durante uma reunião do Supremo Tribunal Federal, entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. "O fato chocou o Brasil porque se trata de uma instituição que é a maior corte do País. Por outro lado, temos que analisar como é boa a democracia. Numa ditadura nós não saberíamos o que se passou no STF.
O deputado Carlos Gomes (PPS) mostrou-se preocupado com a situação de pescadores atingidos pela proibição da pesca do dourado e do surubim em certas regiões do Rio Grande do Sul. De acordo com o parlamentar, a proibição é fruto de uma ação civil pública. "O problema é que não há pesquisas dizendo que essas espécies estão realmente em extinção", disse. Além disso, segundo Gomes, o pescador não tem como determinar que tipo de peixe será capturado pela rede.
O deputado Paulo Azeredo (PDT) informou que, em visita à Ceasa, conheceu o programa Central de Caixas, que tem como objetivo a substituição gradativa da madeira como matéria-prima para a acomodação das frutas e verduras. No lugar, serão utilizadas caixas plásticas retornáveis com atestado de higienização, o que vai gerar um custo extra ao produtor da ordem de R$ 0,48 por caixa. "Para sair da Ceasa o produtor terá que pagar pela lavagem das caixas plásticas. Um caminhão de bergamota poderá pagar cerca de R$ 300,00". Azeredo acrescenta: "isso não condiz com uma realidade de crise".