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Muitos combates e 3.400 mortes

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Publicação: 08/09/2007

 A Guerra dos Farrapos, embora mereça esta denominação pela duração e persistência dos farroupilhas, não foi, na verdade, uma guerra nos moldes clássicos. Isto porque o exército rebelde não estava organizado nos métodos convencionais, operando mais com técnicas que se aproximavam da guerrilha. E, por isto, quando se fala dos enfrentamentos entre farrapos e imperiais, raramente se usa o termo "batalhas", mais apropriado para os exércitos formais. Na Revolução Farroupilha a maioria dos historiadores prefere utilizar a expressão "combates", pois as forças que se enfrentavam não chegaram, em nenhum episódio, a mais de três mil homens de parte a parte.
 
 Os combates onde o maior número de homens se enfrentou foram os de Fanfa (4 de outubro de 1836) e o de Ponche Verde (26 de maio de 1843). Em Fanfa estiveram presentes mais de mil homens de lado a lado. Em Ponche Verde foram 2.500 farrapos e 1.600 legalistas. Esses dois estão, aliás, entre aqueles que são considerados os principais enfrentamentos da guerra que, por ordem cronológica, foram os seguintes: Seival, em 10 de setembro de 1836; Fanfa, em 4 de outubro de 1836; Rio Pardo, em 30 de abril de 1837; Laguna (foram na verdade, dois combates, aquele em que os farrapos tomaram a cidade, em 22 de julho de 1839, e o de quando as forças imperiais a retomaram, em 15 de novembro de 1839); Taquari, em 3 de maio de 1840; São José do Norte, em 16 de junho de 1840; Ponche Verde, em 26 de maio de 1843 e Porongos, em 14 de novembro de 1844.
 
 Seival se destacou porque, após a expressiva vitória farroupilha, os rebeldes se animaram a proclamar a república, iniciando assim uma nova fase da Revolução, que até então se apresentava apenas como um movimento rebelde, que reivindicava algumas mudanças na administração da província. Fanfa, por sua vez, teve triste resultado para os farrapos: nele foram aprisionados Bento Gonçalves e outros líderes do movimento. Mas, apesar desse revés, os rebelados levaram a guerra à frente, conquistando Caçapava, em que a guarnição local passou para a causa rebelde.
 
 A tomada de Caçapava significou, para as forças imperiais, a perda de 900 homens e de um importante arsenal, com 15 peças de artilharia, mais de 4 mil armas de infantaria e muita munição. E graças a esse equipamento, foi possível atacar Rio Pardo, onde os farroupilhas infligiram às forças legalistas aquele que foi considerado um dos piores fracassos que as tropas do Império sofreram no Rio Grande. Nele, os imperiais perderam oito peças de artilharia, mil armas de infantaria, os víveres de que dispunham, e tiveram trezentos mortos e feridos e setecentos prisioneiros. A derrota foi tamanha que o Marechal Barreto, comandante militar da província, respondeu a conselho de guerra devido a ela.
 
 O gesto espetacular seguinte da guerra seria a tomada da cidade de Laguna, em Santa Catarina, feita por forças comandadas por David Canabarro. Embora os farrapos tenham permanecido apenas alguns meses na cidade, provaram que podiam chegar a locais inesperados e realizar operações muito ousadas. Além de levarem a rebelião a outra província, criando a República Juliana, os rebeldes se apoderaram, novamente, de muito equipamento.
 
 Já Taquari foi um combate importante para os legalistas. Bento Gonçalves então se encontrava sitiando Viamão e percebeu, acompanhando o movimento das tropas legalistas, que corria o risco de ficar cercado. Tinha, portanto, que encontrar uma solução, que permitisse ou derrotar o inimigo de vez ou passar para a região da Campanha, onde contava com uma grande vantagem tática: os farrapos controlavam a região e, além disto, sempre havia o recurso de se fugir para um país vizinho.
 
 Procurando realizar essa manobra, Bento e suas tropas atravessaram o rio Caí e enfrentaram as tropas imperiais na margem esquerda do Taquari. Como não houve uma derrota das tropas legalistas, ele e seus homens se viram obrigados a voltar para Viamão.


Fonte:   Lígia Gomes Carneiro





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