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Na fronteira, reinava um clima de tensão

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Publicação: 08/09/2007

 Enquanto os problemas referentes à escassez monetária, moedas falsas e retirada do dinheiro público da província atingiam a população do Rio Grande do Sul como um todo, alguns grupos econômicos enfrentavam situações específicas, que também eram causa de descontentamento. Era esse o caso dos charqueadores, que pagavam altos impostos sobre seu produto, tendo que concorrer com a produção platina, com menos impostos e mais barata.
 
 De seu lado, os estancieiros tinham interesses econômicos e políticos no Uruguai. Durante a ocupação da Banda Oriental (Uruguai) pelo Brasil, de 1817 a 1825, muitos estancieiros gaúchos se estabeleceram lá. Compraram terras e gado, estreitaram laços políticos e familiares. Com a independência daquele país, insistiam em ter livro acesso às pastagens da Banda Oriental: afinal, tinham diversos interesses na área.
 
 Mas, para o governo central brasileiro, a presença muito intensa de brasileiros no Uruguai representava um problema: terminavam interferindo na política local, provocando queixas freqüentes do governo uruguaio à diplomacia brasileira. Além disso, o nosso governo sofria a pressão dos charqueadores, que não tinham interesse em que os estancieiros levassem seu gado para o Uruguai.
 
 Por isto, depois da independência uruguaia, o governo central adotou uma política dura em relação aos estancieiros gaúchos: proibiu que o gado do Rio Grande fosse levado para os países vizinhos. O Uruguai, por sua vez, adotou postura semelhante, proibindo que gaúchos engordassem ou criassem gado lá. Essas medidas, entretanto, tinham caráter limitado. A fronteira era grande, e era fácil contrabandear gado.
 
 Por outro lado, a presença de rio-grandenses no Uruguai era muito intensa, e cedo os líderes políticos daquele país perceberam que não tinham como evitá-la. Fructuoso Rivera, presidente uruguaio, ao constatar que não tinha como contornar a situação, resolveu usá-la em seu proveito. Autorizou um de seus agentes no Rio Grande a passar escritura de terrenos no Uruguai em troca de pagamento em gado. Com isto, Rivera queria se tornar simpático aos gaúchos, e neutralizar a influência que seu rival, Juan Antonio Lavalleja, tinha na zona de fronteira.
 
 Essa postura durou pouco tempo. No final de 1832, Rivera começou a confiscar e vender gado e terras daqueles que apoiavam Lavalleja. Entre os brasileiros da fronteira, correu a notícia de que também estava confiscando o gado dos residentes brasileiros naquele país que eram simpatizantes de Lavalleja.
 
 Bento Gonçalves, o principal articulador do movimento farroupilha, era nessa época comandante militar da fronteira, em Jaguarão. Na sua opinião, os direitos dos gaúchos no Uruguai deviam ser mantidos, mas Rivera continuava a confiscar e retirar gado nas propriedades próximas da fronteira, e distribuía - gado e terras - entre os que o apoiavam. Bento Gonçalves resolveu então fazer vista grossa quando os opositores de Rivera - ligados a Lavalleja - traziam gado para trocar por armas no Brasil.
 
 Após inúmeros enfrentamentos entre as suas tropcas e as de Rivera, Lavalleja entrou, no final de 1832, no Brasil, sendo recebido por Bento. Ao saber do fato, o presidente da província ordenou que Bento desarmasse Lavalleja e os seus homens e os conduzisse para Porto Alegre. Bento trouxe-os para a capital, mas não os desarmou.
 
 Chegando na capital, o presidente ofereceu a Lavalleja duas opções: ou ele iria para alguma outra província brasileira, ou para Buenos Aires. O Brasil temia que houvesse uma associação entre Rosas, Lavalleja e Bento para se criar uma república independente ou interferir na política dos três países.
 
 Esse temor, aliás, iria reger o relacionamento das autoridades com Bento. Em 1834 Lavalleja voltou ao Brasil, sendo novamente recebido por Bento. Mas então tanto ele como o outro comandante de fronteira, Bento Manoel, em Alegrete, já haviam perdido a confiança do governo. Bento Manoel foi transferido, enquanto Bento foi suspenso.


Fonte:   Lígia Gomes Carneiro





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