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Os costumes dos pomeranos

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Publicação: 08/09/2007

 Os pomeranos moram em casas mais simples que os alemães do Vale do Sinos e Encosta da Serra. Ao chegarem nas colônias, no século passado, começaram ocupando abrigos provisórios, cobertos com palha. Evoluíram para uma casa um pouco mais reforçada coberta com tabuinhas, até chegarem ao enxaimel, em que barras de madeira dispostas em diagonal sustentam pedras que, na época, subsituíam o tijolo. Muitos, entretando, preferiram uma casa mais simples, misturando o enxaimel com o tipo de moradia do caboclo da região, resultando daí uma construção em que não aparece a madeira - como se vê na Encosta da Serra -, e o reboco recebeu a aplicação de retângulos. A maior parte dos telhados é de zinco.
 
 Embora não comemorem o kerb e não tenham mais o tiro-rei, porque desapareceram as sociedades de tiro, os pomeranos têm como sua dança mais típica o kraval, uma variação da dança das damas, que ocorre na Alemanha. Pode ser dançada nos salões das sociedades ou nas casas. Mas o kraval não dura toda a noite, estendendo-se apenas da meia noite às duas horas da madrugada. À meia noite a bandinha dá o sinal e, nesse momento, as mulheres ficam de um lado e os homens do outro, no salão. Cabe às mulheres, então, escolher o homem para dançar, com base num código muito rigoroso:
 
 - Elas não podem tirar para dançar o seu marido, noivo ou namorado. Se tirarem, ele paga seis cervejas. O cavalheiro, por sua vez, não pode fumar (a multa é de uma dúzia de cervejas) e nem sentar, o que é uma prerrogativa das mulheres.
 
 O sinal para que as mulheres escolhessem o seu par era dado, antigamente, no momento em que a bandinha, soltando uma cordinha, fizesse baixar um cesto com um vaso onde havia cravos. Daí o nome de kraval. Ultimamente, porém, o vaso de cravos foi substituído por uma boneca de plástico vestida com roupas típicas, amarrada pela cintura.
 
 A exemplo dos alemães, os pomeranos também gostam muito de cantar e, por isso, se associam em várias sociedades de canto, que em sua região são denominadas filarmônicas. Quando morre um sócio, os corais das sociedades vão cantar no enterro, a pedido das famílias.
 
 O canto está ainda mais presente no casamento. Os convidados são recebidos e homenageados na despedida, por corais e bandinhas. Para cada casal é cantada uma música, e quando há luto nessa família os cantores ficam em silêncio. Dentro de casa há a dança do bolo: sorteia-se um casal que é obrigado a dançar com o bolo na mão. Depois passa-se um prato de cerâmica entre os presentes, para que dêem sua contribuição para os músicos. Eles ficam com o dinheiro, mas o prato jogam no chão na frente dos noivos, para que estes recolham todos os pedaços - segundo a tradição, isto dá sorte.
 
 Até há alguns anos as noivas casavam de preto (como em todas as colônias alemãs), pois, nessa cor, a roupa poderia continuar sendo utilizada depois do casamento. Além do mais, por serem muito pobres, os pomeranos nunca tiveram condições de utilizar vestimentas coloridas, por não terem recursos para a compra dos pigmentos necessários.
 
 Quando retornam do civil, na véspera do casamento religioso, os noivos ainda fazem uma visita a toda a sua plantação, "para dar sorte". No caso das filhas, a última a casar tem a obrigação de ficar em casa, para ajudar os pais. Quando o irmão mais novo casa antes do mais velho, este é colocado sentado em cima do forno de pão, enquanto uma bandinha toca em volta.
 
 O compromisso entre namorados se estabelece no momento em que dançam duas ou três vezes nos bailes das sociedades. Quando o namorado visita a moça em sua casa, estabelece-se um compromisso mais sério, correspondente ao noivado. A virgindade não é valorizada. Se a moça ficar grávida antes do casamento e o namorado não assumir a maternidade, é este que "fica mal" diante da comunidade.
 
 O churrasco e a salada de batata com ovo (sem maionese), que ultimamente também passou a receber tempero verde, é a base das festas de casamento. Mas o prato mais típico da culinária pomerana, que ainda tem muitos adeptos na região, é o peito de ganso defumado, que integra as refeições, o café colonial (pela manhã) e, por vezes, um lanche matinal e outro vespertino. O mais freqüente, porém, é que nestas ocasiões tomem café e comam lingüiça, que eles mesmos preparam.


Fonte:   RS Virtual





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