www.riogrande.com.br

Pôr-do-sol no Guaíba - Foto Carla Guimarães
          
 

 
Home| Login| Anuncie| Classificados| Notícias
 
 

VISITANTES

  Home
  Busca
  Municípios
  Novidades
  Populares
  Site Antigo
  Contato
  Chat
 

USUÁRIOS

  Cadastro
  Publicar
  Favoritos
  Minha Conta
  Postais
  Postais Grêmio
  Postais Inter
  Meu Link
  Classificados
  ClassiBR
  AnúnciosBR
  SP Virtual
  Troca Links
 
 

POPULARES


  1.  Oktoberfest de Igrejinha vai distribuir lucro a entidades da região
  2.  Porte de arma poderá ser estendido a agentes fiscais
  3.  Quatro projetos do pacote de Yeda devem ser votados no início de novembro
  4.  Cotrijal chega aos 50 anos como modelo em agronegócio
  5.  Tecnólogos expõem entraves para exercício da profissão
  6.  Relatório da Subcomissão de Energia elétrica é aprovado na comissão
  7.  Sete projetos de isenção e desconto de IPVA tramitam na Assembléia
  8.  Orçamento 2008 divide opiniões na Assembléia
  9.  Marinha apresenta “A Amazônia Azul: os Recursos do Mar Territorial Brasileiro”
  10.  Bicentenário do Almirante Tamandaré é tema de palestra
 

ONLINE


 
 



Pesquisa personalizada




Você está na seguinte Editoria:   Home > Notícias > Política

Assembléia de Convergência debateu carências na infra-estrutura e investimentos

Comentários | Adicionar a Favoritos | Enviar a Amigos |


Publicação: 05/09/2008

A temática Infra-estrutura, com os sub-grupos Transportes, Energia e Saneamento, deu prosseguimento na tarde desta sexta-feira (5) à 4ª Assembléia Regional de Convergência, envolvendo cinco Coredes da Região Funcional 1, na Câmara Municipal de Gravataí. Ronei de Borba (Secretaria de Infraestrutura e Logística), Osvaldo Guazelli (Federasul/Coredes) e José Homero Finamor Pinto (Sindicato dos Engenheiros do RS) apresentaram os estudos propostos pelos grupos temáticos do Colégio Deliberativo do Fórum Democrático.
 
O engenheiro Ronei de Borba abordou a questão dos transportes. Segundo ele, existem vários diagnósticos sobre o setor já realizados no Estado, a própria secretaria dispõe de estudos, alguns apresentados ao plenário pelo especialista. Borba mostrou gráficos demonstrando que, em 10 anos, o transporte de cargas no RS vai passar de 72 milhões para 110 milhões de toneladas e que em seis anos um milhão de novos carros estarão nas ruas. Também destacou os pontos críticos nas principais estradas gaúchas e a incidência de acidentes. De acordo com o engenheiro, o número de mortos nas estradas é 70 vezes maior que no Canadá e 10 vezes mais do que na Itália. “É preciso transferir cargas para outros modais, para reduzir este número vergonhoso”, afirmou.
 
No RS, 85% do transporte de cargas é pelo modal rodoviário, número semelhante ao do País como um todo. Quanto ao custo logístico, o do RS é de 17%, com tendência a aumentar. Comparado a países desenvolvidos, com média de 6% a 8%, é considerado muito elevado, o que faz com que os produtos locais sejam menos competitivos no mercado internacional. As propostas do grupo: desenvolver infra-estrutura necessária ao crescimento, melhorar o equilíbrio da matriz de transporte, aumentar a segurança e a competividade logística. O objetivo é equilibrar mais a participação dos diferentes modais, reduzindo o rodoviário e ampliando o ferroviário e hidroviário. O Estado possui ainda 118 municípios sem acesso municipal.
 
Energia
Osvaldo Guazzelli (Federasul/Coredes) apresentou o relatório sobre a área de energia. Segundo ele, a meta é, mesmo que reconhecidamente difícil, atingir a auto-suficiência em energia, incentivar a pesquisa de energias renováveis e tornar-se referência em pesquisa e geração de energias renováveis, a exemplo do que já acontece com o parque eólico de Osório. Na área hidrelétrica, defendeu maiores incentivos para quem aponta duas soluções em um único projeto e desenvolver política de incentivos a fontes renováveis e pequenas usinas. Na área do carvão, apoiar a pesquisa, solicitar leilões específicos, atrair empresas fabricantes de equipamentos por meio de incentivos fiscais. Na geração eólica, disse que é preciso leilão específico para o setor, incentivar a construção de novos parques bem como a industrialização nacional de equipamentos necessários, a exemplo de geradores.
 
Na energia solar, incentivar sua utilização em locais distantes e de painéis solares em chuveiros elétricos, onde ocorrem panes mais freqüentes. Na área da biomassa, implantar políticas de incentivos a parcerias públicas-privadas e cooperativas, além de criar mecanismos próprios de compra de excedente pelo Estado. Na área do biogás, incentivar a utilização do material proveniente do lixo e esgoto urbano, aumentar seu uso no setor automobilístico. Como metas, extinguir os gargalos de rede de transmissão e distribuição. Atender as novas bacias de desenvolvimento, corrigir os gargalos existentes, priorizar com obras regiões com tendência a maior estrangulamento. Reduzir o desperdício com um plano estadual de eficiência, campanha de educação no consumo, incentivo ao uso do painel solar térmico em residências, além de biodigestores e outros. Introduzir outras formas de energia não poluentes, diversificar a matriz energética, desenvolver a cadeia produtiva do biocombustível. “Mais energia e menos poluição, é o que pensamos”, finalizou.
 
Saneamento
José Homero Finamor Pinto abordou o diagnóstico feito sobre a questão do saneamento. 70% dos municípios gaúchos, segundo o estudo, são atendidos pela Corsan, que está investindo R$ 490 milhões em novas redes de água potável. Em 109 municípios, existe algum serviço de esgotamento sanitário, 22% do total dos municípios. Com obras do PAC, mais um 1 milhão de habitantes serão atendidos, mas o déficit ainda será de 8 milhões de habitantes. As bacias dos rios dos Sinos e Gravataí e Região Metropolitana terão prioridade nos investimentos em esgotamento sanitários pela Corsan, explicou. Com o Programa Integrado Socioambiental (Pisa), o tratamento da bacia do Guaíba em Porto Alegre chegará a 60%. Em termos de universalização do esgoto no RS, os investimentos necessários seriam de aproximadamente 16 vezes o patrimônio da Corsan, que é de R$ 550 milhões.
 
Alguns encaminhamentos propostos pelo grupo: educação ambiental obrigatória para a área do meio ambiente, cobrança pelo uso de poços e implantação de política clara de irrigação, controle de lixões, reforço na estrutura de fiscalização. O serviço de saneamento é o mais caro de ser feito, destacou Finamor, e muitos investimentos que foram realizados pela companhia não tem tido retorno pela ausência de ligações por parte de moradores. “Infelizmente, é preciso cobrar pelo uso do serviço, os investimentos necessários são muito grandes”, ressaltou.
 
Debate
Paulo Roberto de Aguiar, do Corede Paranhana, comentou que a tarifa de esgoto é cara para a população de baixa renda, o que exigiria comparecer com recursos públicos para ampliar as redes de esgotamento. Os palestrantes entendem que a questão é muito mais de educação e que falta ao Estado estrutura fiscalizadora para ampliar o uso de recursos hídricos.
 
Delmar Sittoni, do Conselho Estadual das Cidades, comentou que existe legislação prevendo a criação de um fundo estadual de saneamento, para ligação compulsória e gratuita de todos os munícipes. Mas os painelistas esclareceram que é difícil fazer com que a população entenda da necessidade de se cobrar o serviço, por menor que seja o valor, e que gratuidade universal é impossível.
 
Sérgio Cardoso, presidente do Coredes Metropolitano/Delta do Jacuí, esclareceu que a Corsan foi criada para atender serviços públicos e não pode se desvirtuar de suas responsabilidades. Sugeriu que a estatal se empenhe para tirar do papel o Conselho de Saneamento e defendeu a outorga que define bem quem pega a água e leva para aonde. “A população é nosso patrão, é esta a posição que a companhia tem de ter, é preciso ter esta sensibilidade e, talvez, avançar para outro modelo de gestão”.
 
Eloisa Quines, da Corsan e do SindiÁgua enfatizou que, se comparado com o Brasil, o Rio Grande do Sul está muito bem na área de saneamento. O que falta, segundo ela, é educação ambiental. Destacou que irresponsabilidade com o meio ambiente não tem classe social. “Hoje nosso comportamento está colocando em risco a sobrevivência da nossa própria espécie”, afirmou. “Não queremos nos responsabilizar pelos resíduos que produzimos, não fizemos sequer a separação e coleta seletiva de lixo em nossos locais de trabalho, esta discussão sobre a responsabilidade de cada um não é feita. A água é um bem público, e temos muito que avançar no debate com as comunidades para construir uma situação melhor”.
 
Programação
A assembléia, iniciada ontem, encerrou no final da tarde desta sexta (5), com a eleição dos delegados indicados para o seminário final, em novembro. Nara Maria Muller (Corede Paranhana) e Valtor Prates Sarmento (SindiÁgua) foram os dois delegados eleitos pela temática Infra-estrutura. Pela manhã, pela temática Desenvolvimento Harmônico e Sustentável, foram eleitos Paulo Roberto Von Mengel (Corede Paranhana), Ferdinando Mota Júnior e Valmir Brandão (Corede Metropolitano). Ontem, pela temática Estrutura e Meios do Estado, foi eleita Elci Pereira, representante do Consinos.
 
A próxima Assembléia Regional de Convergência será em Pelotas, nos dias 11 e 12 de setembro, reunindo representantes dos municípios do Coredes Sul.


Fonte:   Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Fotos Adicionais



Google
 





Classificação Média dos Visitantes:    0.00 (até 5)
Número de votos: 0 Votos

Vote no artigo:
 Comentários dos visitantes (0)
escreva um comentário (NÃO é para contatar o site)
(Não foram encontrados comentários. O seu pode ser o primeiro!)


 




 
Ajuda | Termos de Uso | Política de Privacidade | Contato | Fale a Seus Amigos

Copyright © 2001-2008, Infomídia Produções Ltda. Todos os direitos reservados.