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Porto Alegre: Posadas, base do passeio no lado argentino

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Page Views: 2559
Publicação: 11/09/2007
Atualização: 11/09/2007

A região missioneira argentina pode ser conhecida a partir da cidade de Posadas, às margens do Rio Paraná, e onde antigamente foi instalada a primeira redução de Nuestra Señora de la Encarnación de Itapua, antes de sua transferência para o outro lado do rio -- atual território paraguaio --, onde atualmente está a cidade de Encarnación, sobre as ruínas da redução.
 
 Em Posadas -- uma cidade agradável, capital da Província de Misiones -- não há nada para ver, mas, próximo dali, há o conjunto de ruínas mais importante da atual Argentina, da antiga redução de San Ignácio Mini. Ela foi fundada originalmente em 1610, próximo ao rio Paranapanema, no Norte do Paraná, divisa com São Paulo, onde atualmente está a cidade de Santo Inácio.
 
 Vinte e um anos depois, em razão dos ataques dos bandeirantes, foi deslocada, juntamente com a redução de Nuestra Señora de Loreto, para território da atual Argentina, sendo construída em 1632 às margens do rio Yaveviri, um afluente do Paraná, mas, como o lugar não era bom, foi levada, entre 1695 e 1696 para o local onde atualmente estão as ruínas.
 
 É o segundo grande conjunto de ruínas, de todas as existentes e, portanto, ponto de passagem, obrigatório. O outro é Trinidad, no Paraguai. Logo na entrada da antiga redução o turista pode contratar os serviços de jovens universitários que dão todas as informações a respeito da vida, na época, e sobre os restos das construções e da arte missioneira.
 
 Diante da importância das ruínas de San Ignácio Mini, em dezembro de 1983 foram reconhecidas pela Unesco como patrimônio da humanidade, juntamente com a igreja de São Miguel, no Rio Grande do Sul, que, embora deva ser visitada pois é a mais bem conservada, não conseguiu conservar tantas ruínas quanto as existentes em San Ignácio Mini e Trinidad.
 
 
 San Ignácio, muita coisa para ver
 
 A atração principal de San Ignácio, a exemplo de todos os demais lugares, também é a igreja, construída em estilo romano por dois arquitetos italianos, com 24 metros de largura, 74 de comprimento e uma altura de 11 metros -- quatro a menos que a altura original.
 
 O teto era sustentado por duas colunas, que não existem mais. Na porta de entrada podem ser observados dois anjos, um de cada lado: um olhando para o lugar onde nasce o sol e, o outro, para onde o sol se põe. No meio estava San Ignácio, guardado pelos anjos, mas esta parte da parede não existe mais. Consta que o lado direito da igreja teria sido decorado pelos jesuítas e, o esquerdo, copiado pelos índios, podendo reparar-se que, neste lado, as formas dos anjos esculpidos na pedra são mais perfeitas.
 
 Os pisos octogonais da igreja são todos originais e, por isso, estão isolados, não podendo ser pisados. Alguns ainda são mantidos intactos, mas a maior parte está rachada. No batistério, deve observar-se a parede superior à arcada sustentada por colunas de madeira muito bem conservadas.
 
 Na entrada percebe-se indícios da existência de um coro, onde certamente se apresentava o primeiro coral orquestral do rio da Prata, constituído, nessa redução, em 1696.
 
 A redução de San Ignácio, além de sua produção agrícola e de ferro, foi o principal centro de fabricação de instrumentos musicais para as outras reduções e, inclusive, para exportação à Europa, onde competiam em igualdade de condições com os melhores fabricados nesse continente.
 
 No altar maior da igreja estão enterrados 17 jesuítas, entre os quais dois dos fundadores: José Cataldino e Simão Maseta. As janelas que se observam na igreja tinham todas vidro que era produzido na própria redução, nas cores verde e branco, dos quais ainda podem ser vistos alguns pedaços no museu mantido na entrada da redução.
 
 As portas eram todas muito trabalhadas, com inúmeras decorações, percebendo-se que algumas não chegaram a ser terminadas. Neste caso, porque, quando os jesuítas foram expulsos, os trabalhos não tiveram mais seqüência, por falta de quem orientasse os índios.
 
 Ao lado da igreja, de um lado está o cemitério e, do outro, as salas de aula, sala de refeições dos padres, cozinha e o depósito de pratos e talheres. Os pisos são todos decorados.
 
 Na antiga biblioteca, os pisos têm um boi em alto relevo, estão praticamente intactos e, para maior proteção, o local é fechado ao público. Observe-se, numa das salas de aula, uma janela com forma octogonal, aberta na pedra. Acima do colégio havia um segundo piso, onde moravam os jesuítas, mas não se conserva mais nada dele, além da escada de acesso.
 
 Podem observar-se ainda 36 pavilhões, com seis a sete divisões cada um, onde moravam os índios solteiros e casados. Originalmente eram 60 pavilhões. Defronte à igreja, no outro lado da praça de armas, existem as ruínas de duas capelas -- uma para os solteiros e outra para os casados --, onde os índios rezavam antes de entrar ou sair da redução.
 
 No museu, na atual entrada da redução, há uma pia batismal toda trabalhada, utensílios domésticos e outros materiais que eram produzidos na redução. Podem observar-se trabalhos não só em cerâmica como em ferro, e ainda pisos de vários tipos, vidros, telhas etc.
 
 Como detalhes curiosos, uma figueira cobrindo uma parede das ruínas, a raiz de uma árvore em forma de mulher e toda uma coluna envolvida por uma figueira, chamada pelas pessoas do lugar como "a árvore do coração de pedra".
 
 
Veja tudo o que há para conhecer no lado argentino
 

 O roteiro das ruínas das antigas reduções das margens do rio Paraná, em território argentino, é o seguinte, a partir da cidade de Posadas: pela Ruta 12, que segue até Eldorado e Puerto Iguazu -- na fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná --, 24 quilômetros depois está a cidade de Candelária, onde existem poucos vestígios da antiga capital das chamadas reduções do Paraná.
 
 Vestígios e pedras cobertas por mato também podem ser encontrados em Sant'Ana (a 45 quilômetros de Posadas, e a um quilômetro da rodovia), em Loreto (a 51 quilômetros de Posadas e a 10 antes de San Ignácio, a três quilômetros da rodovia) e em Corpus (a cerca de 20 quilômetros de San Ingácio), locais de visita dispensável, onde não se faz qualquer conservação. Havendo interesse, a única atração seria a beleza dos lugares, com as ruínas todas tomadas por matas naturais.
 
 Ainda em território argentino, das antigas reduções próximas ao rio Uruguai, somente podem ser observadas as ruínas de Santa Maria, em San Javier, defronte à cidade brasileira de Porto Xavier. Essas ruínas, restauradas, também não têm maior importância, podendo a visita ser dispensada. San Javier está a 127 quilômetros de Posadas, por asfalto. Dali é possível atravessar por balsa, para o Rio Grande do Sul, seguindo-se em direção às primeiras ruínas em território brasileiro, em São Nicolau, ou, então, retornar a Posadas e seguir para São Borja, através da Ruta 14, percorrendo-se cerca de 160 quilômetros até a cidade de Santo Tomé, recentemente ligada por ponte a São Borja. Santo Tomé e São Borja também foram reduções jesuíticas, mas não restou qualquer ruína para ser admirada.


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