O secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, apresentou dados sobre o problema do crack no Estado no abertura da audiência pública realizada no auditório Dante Barone. Lembrou que é a doença que mais mata na atualidade. Comparou a dependência do crack à febre amarela: " Até agora tivemos sete pessoas vitimadas pela febre amarela, o crack mata seis pessoas por dia", afirmou.
Os dados foram apresentados durante a audiência pública da Comissão de Serviços Públicos, realizada hoje (23) na Assembleia Legislativa sob a coordenação do deputado Fabiano Pereira (PT), presidente da Comissão. Terra observou que onze anos atrás, quando liderava o programa Piá 2000, voltado para a saúde dos jovens, não havia nenhum caso de crack registrado no Rio Grande do Sul. Atualmente a estimativa é de que 55 mil pessoas sejam usuários desta droga no Estado. Terra parabenizou o deputado Fabiano Pereira pela iniciativa da audiência e lembrou que “toda a comunidade deverá ser envolvida nesta luta a partir de hoje”.
Já o deputado federal Germano Bonow (DEM) relatou visitas a fazendas de recuperação de drogados , em Viamão e Guaíba, “que não têm auxílio público por causa da Política Nacional de Doença Mental que não as reconhece”. Ressalvou que esta política não foi iniciada pelo presidente Lula, nem pelo os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Itamar Freanco: “ Ela tem origem nos anos 80 e precisa ser revista, as autoridades de saúde precicsam rever isto”, afirmou lembrando que as fazendas de recuperação já são mais de 150 no Estado e funcionam recuperando os dependentes das drogas e como refúgio para salvá-los dos traficantes.
A audiência pública terminou às 13 horas, com cerca de mil participantes que lotaram o Teatro Dante Barone.