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Publicação: 08/09/2007
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Com o pescoço sempre eriçado e olhos curiosos de quem procura nos juncais já tão conhecidos alguma novidade ainda não percebida, o cisne-do-pescoço-preto, também conhecido como pato arminho, é o mais popular habitante da Estação Ecológica do Taim. Originário dos lagos gelados da Patagônia, já não está na classificação de ave migratória, considerando-se como sua área de ocorrência boa parte do sul do Estado, até as imediações de Tramandaí. Dengoso, imitando com perfeição um desmaio ao ser capturado, mas logo se aprumando e saindo em disparada ao ser colocado de volta na água, prefere os juncais cerrados para sua nidificação. O acasalamento ocorre nos fins de setembro. Em outubro, macho e fêmea constroem o ninho, revezando-se no ato de chocar. Os primeiros filhotes saem do ovo na primeira semana de novembro, muito feinhos, cobertos de uma plumagem cinza. Somente depois de três ou quatro meses é que aparece a cor preta do pescoço, contrastando com o branco do resto do corpo. As relações familiares são bastante estáveis. Macho e fêmea, ambos fiéis, andam sempre juntos. Nessa família, o macho é o mais carinhoso e o que melhor protege os filhotes. E quem os leva em passeios pelas lagoas, que os carrega no dorso quando necessário, mesmo em vôos de curta e média distância. Dos seis ovos que são chocados, geralmente somente nascem três filhotes, que chegam a ser carregados juntos, pelo macho, durante esses vôos ou em busca de comida. O pato arminho gosta muito de camarão, de pequenos peixinhos como barrigudinho e lambari, além de algas. Embora os cisnes-do-pescoço-preto já sejam considerados nativos da região, uma parte do plantel do Taim ainda se origina das migrações procedentes do Sul da Argentina. Eles chegam no início do inverno e voltam alguns meses depois, em pleno verão. As lagoas do Taim, principalmente a dos Jacarés, chegam a ficar em algumas épocas tapadas de cisnes. No Taim esse cisne é encontrado com maior freqüência depois da lagoa dos Jacarés, na lagoa Mangueira, em canais e nos diques à margem da rodovia que corta a Estação, o que torna essa ave muito vulnerável à predação, principalmente na época em que troca as penas, quando do acasalamento: como caem todas de uma vez, quando isto ocorre não consegue voar e torna-se uma presa fácil, seja para o aproveitamento de sua carne ou, mesmo, de sua pele, que é dura.
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