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Foi significativa a redução das transferências União para o Rio Grande do Sul em março: o percentual chegou a 25,5 %, conforme informou nesta segunda-feira (27) a governadora Yeda Crusius, após reunião com os secretários da Fazenda, Ricardo Englert, e do Planejamento e Gestão, Mateus Bandeira. "É uma queda muito forte, em setores importantes como o IPI Exportação", observou a governadora.
No ICMS, o impacto da diminuição de receita foi menor - 5,5%. Apesar de ingressar menos recursos federais, obras e investimentos executados com recursos do Tesouro do Estado estão preservados, sem cortes. "Aumentamos o investimento este ano, no primeiro trimestre, 100% em relação a 2008", disse Yeda.
De acordo com a governadora, as despesas do Estado no primeiro trimestre sofrem redução de R$ 98 milhões, sem qualquer prejuízo aos serviços públicos. "Em termos nominais, no trimestre, repetimos o ano passado. Em abril estamos mantendo esse ritmo com investimentos, gastos sociais e nos avanços que estamos tendo", avaliou. Yeda Crusius reiterou que "a queda das transferências da União foi significativa". O governo do Estado age para compensar essa perda financeira. "Neste sentido esperamos que a União não postergue pagamentos. Isso aconteceu com a Lei Kandir, onde ocorreu a maior queda nas transferências", explicou.
Mobilização Yeda adiantou que o Estado "fará uma pressão para que se recuperem em breve os recursos das transferências". O governo federal, lembrou a governadora, apresentou Orçamento superavitário. "Então, ele pode cumprir as transferências da União relacionadas à Lei Kandir. Essa redução foi muito grande e afeta os setores econômicos vinculados à exportação". Contudo, reforçou Yeda, o Orçamento do RS está sendo praticado em gastos: financiamentos, investimentos e ações. "Estamos dentro do que o Orçamento prevê. Não há prejuízos aos investimentos. Mas o governo monitora o comportamento da receita. Vamos olhar o trimestre e a previsão do quadrimestre", disse a governadora.
Um dos diferenciais das contas, equilibradas do RS, que permite ao Estado manter o perfil de grande investidor público, está na elaboração do Orçamento. A peça orçamentária do Rio Grande do Sul, foi produzida "dentro de uma previsão na qual cabe continuarmos a avançar com uma política de combate à crise que está", falou Yeda.
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