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Porto Alegre: Trinidad, o maior conjunto de ruínas no lado paraguaio

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Page Views: 2256
Publicação: 11/09/2007
Atualização: 11/09/2007

O lugar é meio agreste -- a 32 quilômetros, por asfalto, de Encarnación, a antiga Nuestra Señora de la Encarnación de Itapua --, geralmente é esquecido quando se fala em visitar as ruínas das antigas missões jesuíticas, mas vale a pena ser conhecido, pois pode ser considerado o conjunto de ruínas mais importante.
 
 Trata-se de La Santíssima Trinidad, com uma área de edificações com 117 hectares, uma das últimas reduções a ser construída no atual Paraguai, com índios oriundos da redução de San Carlos, na Província do Tape, atual Rio Grande do Sul.
 
 Ela foi fundada nesse local em 1706, cerca de 70 anos depois da mudança de seus índios para terras do atual Paraguai. Foi uma das últimas reduções a ser abandonada, depois da destruição comandada pelos ditadores Francia e Lopez, e a invasão dos colonos.
 
 Os índios somente começaram a deixar a área no início do século XIX e, mesmo assim, não para muito longe. Em Colonio Pastoreo, a cerca de 70 quilômetros de Trinidad, ainda se encontram famílias de descendentes dos guaranis missioneiros.
 
 Trinidad passou por um longo processo de recuperação, descobrindo-se uma área considerável e com grande dificuldade. A igreja, com 86 metros de largura e 45 de comprimento, por exemplo, estava praticamente toda coberta por terra. O mesmo acontecia com a chamada praça de armas, cercada de restos de casas de índios.
 
 Na igreja podem ser encontradas as tumbas dos antigos caciques da redução e o púlpito que era utilizado pelos jesuítas, todo trabalhado e que foi encontrado fragmentado em cerca de 1.500 pedaços. No final do século passado esses pedaços foram colados e, no momento, já pode ser admirado na igreja. É o único que pode ser visto nas missões, em seu estilo e muito rico em detalhes.
 
 Pode ser ainda observado o panteão dos jesuítas, a antiga sacristia com inúmeras peças encontradas nas escavações arqueológicas, além das ruínas de muitas construções: uma igreja menor, colégio, campanário, cemitério e muitas casas de índios.
 
 É muito bonita a vista, especialmente na praça de armas, onde os índios faziam exercícios militares e tinham sua recreação. Ainda podem ser vistas ali as colunas trabalhadas que sustentavam as varandas, defronte a todas as casas, formando grandes corredores que serviam de proteção contra o sol e a chuva, permitindo uma comunicação com quase toda a área construída da redução, como, aliás, também ocorria nas demais reduções.
 
 Existem em Trinidad 16 estátuas, algumas parcialmente destruídas e ao ar livre (pelo menos quando estivemos lá). Umas poucas estão num pequeno museu na entrada da redução, acreditando-se que uma grande quantidade pode estar enterrada nas imediações, assim como objetos da época que eram confeccionados pelos índios. Os guaranis de Trinidad especializaram-se na exploração da erva-mate e produção de gado, embora também produzissem milho e arroz, entre outros produtos. A redução realizava muitas exportações para a Espanha e Peru -- além dos produtos agrícolas, tecidos, artigos de cerâmica e imagens em pedra e bronze.
 
 Embora seja o maior e mais importante conjunto de ruínas das Missões jesuíticas, Trinidad não foi declarada patrimônio da humanidade pela Unesco, em 1983, como ocorreu em relação a São Miguel, no Brasil; e San Ignácio Mini, na Argentina.
 
 A partir de Trinidad, que deve ser considerada uma visita obrigatória, o turista poderá conhecer ainda Jesus, a 12 quilômetros de distância. Jesus, outra redução que mudou quatro vezes de local, é a única onde a igreja ficou inacabada e sem teto quando os jesuítas foram expulsos, não chegando nunca a ser concluída. No local onde se encontra, foi a última a ser instalada. Além da igreja pode se verificar, ao lado, os restos de seu colégio.
 
 

 
Jesus, a última igreja
 

 O acesso a Jesus e Trinidad se dá a partir da Ruta 6, que liga Ciudad de Leste -- na fronteira com Foz do Iguaçú, no Paraná -- a Encarnación, construída sobre a antiga redução.
 
 Não há nenhuma informação sobre o que poderá existir embaixo da atual cidade, cogitando-se, para o futuro, realizar escavações na praça central para uma verificação.
 
 O turista que quiser continuar visitando as ruínas das reduções que existiram em áreas do atual Paraguai, deve tomar, em Encarnación, a Ruta 1, em direção a Assunção.
 
 A 59 quilômetros, à esquerda, há a entrada para San Cosme y San Damian (mudada várias vezes de local e transferida originalmente do Tape, no atual Rio Grande do Sul). Nessas ruínas poderá visitar o colégio -- único com teto original -- e a igreja que, a exemplo das demais, todas incendiadas, está somente com a fachada e paredes laterais e foi restaurada há alguns anos. Havia nessa redução um centro astronômico, que era conhecido em todo o mundo e dele resta unicamente um grande relógio de sol.
 
 Voltando-se à Ruta 1, percorrem-se mais 54 quilômetros até San Patrício e mais de 22 quilômetros num desvio para Santiago, local de outra redução, onde somente existem uns restos de edificações e um museu. Retornando-se novamente à ruta 1, com mais onze quilômetros, por essa rodovia, chega-se a Santa Rosa, onde pode se verificar os restos da igreja incendiada e mais um museu, com imagens e afrescos -- únicos, no gênero.
 
 Pela mesma rodovia, 19 quilômetros depois, chega-se a San Ignácio Guazu, a primeira redução fundada pelos jesuítas, em 1609. A cidade praticamente destruiu o que havia de ruínas das reduções, mas, à beira da própria rodovia, pode ser visitado um museu -- o melhor, nas reduções do Paraguai -- com cerca de 60 imagens. Em Santa Maria, a 17 quilômetros a partir de San Ignácio, existem somente restos de edificações e mais um museu de menor importância.


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