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Visão geral sobre a situação da Mata Atlântica no Estado

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Publicação: 08/09/2007

 As florestas tropicais são os ecossistemas que detêm a maior diversidade de espécies dentre todos os demais do planeta.
 
 Apontada, por especialistas conceituados, como uma das duas florestas tropicais mais ameaçadas de extinção, a Província Florestal Atlântica, ou simplesmente Mata Atlântica, à época do descobrimento apresentava 1.000.000 de quilômetros quadrados - 12% do território nacional -, e hoje está reduzida a cerca de 5% da cobertura original.
 
 A floresta Atlântica desenvolve-se pelo litoral das regiões Nordeste, Sudeste e Sul do país, avançando para o interior em extensões variadas. Sua diversidade resulta das condições climáticas, de altitude e de latitude, ao longo de uma faixa florestal originalmente contínua.
 
 A Mata Atlântica é uma floresta tropical plena, associada aos ecossistemas costeiros de mangues nas enseadas, foz de grandes rios, baías e lagunas de influência de marés, matas de restinga nas baixadas arenosas do litoral; às florestas de pinheirais no planalto, no Paraná e em Santa Catarina; e aos campos de altitude nos cumes das Serras da Bocaina, da Mantiqueira e do Caparaó. A maior parte das espécies da fauna e da flora brasileiras, em vias de extinção, são endêmicas à Mata Atlântica.
 
 Seus remanescentes estão associados a florestas secundárias de grande importância, formando um conjunto único de significado mundial. Grandes áreas contínuas de mata estão concentradas ao longo das serras da Mantiqueira, do Mar e Geral (RS) em escarpas de difícil acesso.
 
 Atualmente cerca de 80 milhões de pessoas, mais de 50% da população brasileira, vivem nessa área que, além de abrigar a maioria das cidades e regiões metropolitanas do país, sedia também os grandes pólos industriais, químicos, petroleiros e portuários do Brasil, respondendo por 70% do PIB nacional.
 
 Apesar de sua história de devastação, a Mata Atlântica ainda possui remanescentes florestais de extrema beleza e importância que contribuem para que o Brasil seja considerado o país de maior diversidade biológica do planeta.
 
 Não bastasse o fato de ser uma floresta tropical, com vários ecossistemas associados, a Mata Atlântica teve sua diversidade biológica ainda mais ampliada pela intensidade das transformações que sofreu ao longo dos últimos milhões de anos. Especialmente durante o período quaternário, marcado por fortes mudanças climáticas, a Mata Atlântica viveu momentos de forte retração durante as glaciações, resistindo, fragmentada, apenas em alguns locais conhecidos como "refúgios do pleistoceno" onde as condições climáticas eram mais amenas. Como ocorreu no Litoral Norte do RS, onde há aproximadamente 5.000 anos, o mar recuou da encosta da Serra Geral, deixando para trás todas as lagoas que conhecemos ( Lagoa de Itapeva, Barros, Quadros, Forno e Jacaré). As lagoas da região são resultado do acúmulo de água do mar e da formação de restingas arenosas, que represam as águas que descem da serra, através dos Rios Maquiné, Três Forquilhas e Mampituba.
 
 Pela mesma razão, de cada duas árvores da Mata Atlântica, uma só é encontrada nessas florestas. Dentre as palmeiras, bromélias e outras epífitas, esse índice chega a mais de 70%. Entre os mamíferos, 39% também são endêmicos, o mesmo ocorrendo com a maioria das borboletas, dos répteis, dos anfíbios e das aves nativas. Nela sobrevivem mais de 20 espécies de primatas, a maior parte delas endêmicas.

Essa diversidade, ao mesmo tempo em que representa uma excepcional riqueza de patrimônio genético e paisagístico, torna a mata extremamente frágil. A destruição de parcelas ainda que pequenas dessa floresta pode significar a perda irreversível de inúmeras espécies, por vezes sequer estudadas pela ciência.
 
 É por essa razão que 171 das 202 espécies de animais brasileiros considerados ameaçados de extinção são originários da Mata Atlântica.
 
 A ameaça também se dá ao patrimônio étnico e cultural do Brasil, ou seja, as comunidades indígenas, caiçaras e roceiras que, por séculos, viveram em harmonia com o meio ambiente, retirando da mata e seus ecossistemas associados, sem destruí-los, os recursos básicos para sua vida. Patrimônio é composto de conhecimentos sobre a floresta e seus ciclos, o valor de suas madeiras, fibras, folhas e frutos, a variedade de suas plantas medicinais e um conjunto excepcional de ritos, mitos e manifestações artísticas que corre risco de desaparecimento junto com essas comunidades, cada vez mais expulsas de seus locais e restritas em suas atividades. Inclui-se ainda aqui todo um acervo cultural representado pela diversificada gastronomia baseada em produtos nativos da região como a mandioca, o milho, a batata doce, o cará, o pinhão e uma grande diversidade de frutas como o cajú, a goiaba, o abacaxi, o maracujá, o mamão, a mangaba, a pitanga, o cajá, os cambucás e a jaboticaba.
 
 No sentido amplo do termo, a Mata Atlântica engloba um diversificado mosaico de ecossistemas florestais com estruturas e composições florísticas bastante diferenciadas, acompanhando a diversidade dos solos, relevos e características climáticas da vasta região onde ocorre, tendo como elemento comum a exposição aos ventos úmidos que sopram do oceano. No reverso das escarpas, em suas porções voltadas para o interior, caracteriza-se como uma mata de planalto, resultante da existência de um clima úmido mas com estacionalidade bem marcada.
 
 No litoral, dentro do conjunto da Mata Atlântica, encontramos diversas formações vegetais associadas a ambientes de sedimentação recente e ao ambiente de marés, como é a área de preservação das dunas de Itapeva-Guarita, em Torres, última mata remanescente perto do mar, pois o restante foi removido pelo avanço da especulação imobiliária na ocupação do litoral gaúcho.
 
 Assim, na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, além de algumas paisagens em graus diversificados de antropização, englobam-se variados habitats: Floresta Perenifólia Higrófila Costeira(Torres) ou Floresta Ombrófila Densa (Serra Gaúcha). Caracterizadas por sua fisionomia alta e densa, conseqüência da variedade de espécies pertencentes a várias formas biológicas e estratos. A vegetação dos níveis inferiores vive em um ambiente bastante sombrio e úmido, sempre dependente do estrato superior. O grande número de lianas, epífitas, fetos arborescentes e palmeiras, dá a esta floresta um caráter tipicamente tropical.
 
 Segundo a Legislação ambiental que definiu os limites da Mata Atlântica no RS, ela começa pelo Rio Mampituba em Torres, indo até Osório, onde sobe a Serra Geral, incluindo toda a Serra Gaúcha e aí novamente, desce o Itaimbezinho até as nascentes do Rio Mampituba. Ou seja, todo o Litoral Norte e Serra Gaúcha, estão dentro da chamada Mata Atlântica.
 
 Os ambientes do Litoral Norte são muito sensíveis, porque ainda estão em formação. A natureza ainda não encerrou sua configuração . Dunas, restingas, banhados, lagoas, campos e matas, não são assim por acaso. Estes ambientes formam corredores de vida silvestre, com papel definido na harmonia da região. Como a gralha azul que planta o pinhão na Serra, como os pássaros que comem as sementes da figueira e semeiam com sua defecação, mudas de figueira em todo o Litoral Norte.
 
 Esta paisagem foi se transformando com a chegada dos europeus, inicialmente portugueses e depois os alemães e italianos. Mas ela foi mais degradada nos últimos 40 anos, com a chegada dos veranistas, com loteamentos irregulares, supressão da vegetação original criminosamente e hoje a grande quantidade de lixo e esgoto que contaminam as águas e o mar, em alguns pontos de nossas praias.
 
 Quando a natureza está em equilíbrio, todas as coisas também estão. Porém, quando se retira as dunas frontais das praias, se deixa sem proteção cidades e construções litorâneas. Quando se instala um loteamento num campo de dunas, as dunas soterram as casas.


Fonte:   Contribuição do geólogo e consultor ambiental Jorge Augusto da Silva





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