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História do Município:   Santa Maria

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Page Views: 8759
Publicação: 10/09/2007

Sob o aspecto lendário, diz a Lenda de Imembuí que Santa Maria nasceu do amor da índia Imembuí, da tribo dos Minuanos, pelo guerreiro português Rodrigues, feito prisioneiro pelos índios e pede por sua vida. Seus descendentes teriam dado início ao povoamento de Santa Maria, chamando-a carinhosamente de Ybitory Retan (terra da Alegria). Hoje, Santa Maria é conhecida como a "cidade universitária" ou "cidade da cultura".

Em 1º de outubro de 1777 foi concluído entre as Coroas de Portugal e Espanha um convênio que tomou o nome de Tratado Preliminar de Restituições Recíprocas, cuja finalidade era a demarcação dos limites entre os domínios da Espanha e o Sul do Brasil, restituindo, amigavelmente, uma nação a outra, colocando fim em tudo aquilo que a força das armas, indevidamente, houvesse sido arrematado em guerras passadas.

Conforme consta do Diário da Demarcação de Limites da América Meridional da autoria do astrônomo da expedição, Dr. José Saldanha, foi no ano de 1787, nos meses de março a abril, que passou por terras de Santa Maria a comissão fixa (Espanhola e Portuguesa) encarregada de marcar a linha divisória entre os domínios de Espanha e Portugal no Sul da América.

Conforme determinação do Governador Sebastião Xavier da Câmara, a partida da 2ª subdivisão ao mando do Coronel Francisco João Roscio, a qual se achava em Santo Ângelo, retrocedeu até o Arroio dos Ferreiros, fazendo ali ponto central para escolher, dentro de um raio de duas a três léguas, um sítio apropriado para seu acampamento. O local escolhido então foi a colina onde, hoje, situa-se a cidade de Santa Maria.

Em novembro de 1797 chegou a expedição ao ponto referido, surgindo como por encanto, do seio da floresta virgem, a povoação de Santa Maria, sem Boca do Monte, apêndice que só mais tarde lhe foi adicionado. A 2ª subdivisão permaneceu por muito tempo a fim de concluir os trabalhos de gabinete relativos à demarcação procedida. Imediatamente ordens foram dadas para derrubada da floresta no cimo do outeiro, levatando-se em seguida o quartel para a tropa, o escritório para a comissão técnica, os ranchos para os oficiais, e a indispensável Capela em obediência a vontade soberana decorrente do esírito religioso da época. É preciso notar que a capela não era de Santa Maria, e sim do Acampamento que ali estava, tanto que no dia em que se retirou a expedição, a capela fora desarmada e com aquela seguiu o seu destino, bem como o capelão Euzébio de Magalhães.

O local escolhido para o acampamento da comissão Demarcadora não era, entretanto, terreno devoluto. A colina em que assentou ela sua tenda de trabalho bem bem como grande extensão de terras adjacentes pertencia à sesmaria do tenente Jerônimo de Almeida que a cedeu ao padre Ambrósio José de Freitas.

A Expedição Permaneceu em Santa Maria até o fim de setembro de 1801, elaborando mapas e mais documentos que deveriam ser apresentados ao governo português por intermédio do vice-rei do Brasil. Outro elemento preponderante, no mesmo sentido, foi o capelão Euzébio de Magalhães Rangel da Silva. Essas duas personalidades não podem ser esquecidas nesta obra, pois foram estes que influíram, poderosamente, na formação da sociedade que se desenvolveu e se enraizou no local, em pouco menos de quatro anos que ali esteve acampada a Partida Demarcadora de Limites. No começo de outubro de 1801 a caravana com destino a Porto alegre, desse dia em diante Santa Maria deixou de ser um acampamento da 2ª subdivisão Demarcadora de Limites para ser um po voado propriamente dito.

Nos quatro anos que permaneceu no local a referida Partida da Demarcação, a área do povoado desenhou-se em linhas gerais, rasgando-se naturalmente estradas que, mais tarde, formariam ruas. As primeiras artérias delineadas em razão ao trânsito mais forçado pelo labor diário dos habitantes tomaram os nomes: de Rua Pacífica, a que descia a colina em direção ao Passo da Areia, e que hoje é a Dr. Bozano, tendo antes sido por muitos anos do Comércio; e da Rua São Pedro, aquela em que estavam localizados o quartel, o escritório da comissão técnica e alguns ranchos confortáveis de moradia de famílias de oficiais. A essa logo após a retirada da partida de Demarcação, foi dado o nome de Rua do Acampamento.

De 1801 a 1803 recebeu Santa Maria um continengete de índios, cerca de cinqüenta famílias de guaranis, descendo das Missões orientais, vieram ali levantar seus ranchos em um descampado que é hoje a Av. Presidente Vargas, que também já se denominou Ruia Ipiranga. Na época o lugar que ocuparam era chamado simplesmente de Aldeia.

Santa Maria da Boca do Monte era parte integrande de Cachoeira, e sua população estava computada junto totalizando 8.225 habitantes - neste número, Santa Maria contribuía com cerca de 800 habitantes.

Em 1835, Santa Maria marchava em vertiginoso progresso. Seu comércio e indústria pastoril desenvolviam-se prodigiosamente, e já nesta época a população era calculada em 2290 habitantes.

Por lei provincial nº 6 de 17 de novembro de 1837 foi criada a freguesia de Santa Maria da Boca do Monte, passando por isso o curato a Paróquia, o que quer dizer que deixava de ser capela Curata filial da matriz de Cachoueira para ser também Matriz.

Por lei provincial nº 400 de 16 de dezembro de 1857, a freguesia de Santa Maria da boca do Monte foi elevada a categoria de vila, sendo em 17 de maio de 1858 instalado o novo município.
Fonte dos dados:






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 Comentários dos visitantes (1)
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bom, para mim foi de grande valia esse documentario pois sou novo nesta cidade porem meus pais sao desta regiao, entao resolvi entender como começou essa cidade maravilhosa q hj é SANTA MARIA, eu sempre digo história é cultura e cultura é uma história, no entanto eu tenho o seguinte pensamento, todas as pessoas devem saber a história, a origem do lugar onde vivem, assim vão dar valor as coisas mais simples que ha na vida .
obrigado por mais um conhecimento que agrego em minha vida .
28/09/2009 - juliano




 
     

 


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