O grupo Alambiques Gaúchos promete provocar encantamentos na Cachaça Brasil 2009, em São Paulo, por meio do paladar e da visão. Para o primeiro sentido, vai utilizar ingredientes como uvas brancas, pimenta-dedo-de-moça, mel de flores cítricas adicionadas na cachaça destilada de qualidade superior. As degustações serão orientadas com receitas de 15 de drinks e cinco pratos do chef Jorge Nascimento.
Para estimular o segundo sentido, lançará nacionalmente um livro de receitas com as finas misturas e um selo de identificação dos seus produtos. A única feira profissional do setor no País e a maior sobre bebidas na América do Sul inicia hoje, 5 de maio e encerra no dia 7 de maio, na Transamérica Expocenter.
Participam da Brasil Cachaça 2009 as seguintes empresas do grupo Alambiques Gaúcho: Água da Pipa (Encantado), Bento Albino (Maquine), Casa Bucco (Bento Gonçalves), Dom Braga (Dois Irmãos), Harmonie Schnaps (Harmonia), Maribo (Osório), Moenda Nobre, Santo Antônio da Patrulha, Union Distillery, Veranópolis, Velho Alambique (Santa Teresa) e Weber Haus (Ivoti). Os alambiques estão organizados.
Os alambiques integram a Associação dos Produtores de Cana-de-Açúcar e seus Derivados do Rio Grande do Sul (Aprodecana), que ao todo somam 16 empresas. O grupo participa do Arranjo Produtivo Local (APL) Cana-de-Açúcar e Derivados do Litoral Norte Gaúcho. Esta iniciativa tem o incentivo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS) por meio do programa Juntos para Competir, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) para promover o desenvolvimento das principais cadeias produtivas do agronegócio no Estado.
O projeto de desenvolvimento da cachaça de alambique, herança dos imigrantes açorianos no Rio Grande do Sul, teve início em 2001. A partir de 2004, segundo o executivo da Aprodecana, Carlos Fernando Andrade, empresas da associação participam sistematicamente da Brasil Cachaça, em São Paulo. "Desde então, a feira profissional tem proporcionado um contato médio com 700 clientes, em cada edição. Destes, entre 50 a 80 concretizam negócios no decorrer do ano e outros 30 fecham negócios no próprio evento", explica.
Sobre o selo de identificação, Andrade explica que a Aprodecana estabeleceu um conjunto de regras para que os empresários possam fixá-lo em seus rótulos. Os principais são de que os produtos devem estar de acordo com a legislação vigente, ou seja, registrados no Ministério da Agricultura, e passar por análises laboratoriais para que seja garantida a segurança alimentar dos consumidores. "Ele foi desenvolvido com o propósito de possibilitar os consumidores a identificar as marcas que fazem parte do projeto Alambiques Gaúchos. Por outro lado, também será uma ferramenta visual que contribuirá para fortalecer a identidade da cachaça de qualidade produzida no Rio Grade do Sul. Nossa bebida destilada já encontra-se no mercado europeu e norte-americano", destaca o executivo da Aprodecana.
Participação
A participação do grupo Alambiques Gaúchos na Brasil Cachaça 2009 também conta com o apoio da Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), através do Programa Estruturante Mais Trabalho, Mais Futuro, e do Sistema FIERGS. As empresas dividirão um estande coletivo, locado pelo governo do Estado.
O estande coletivo possui uma área de 84 metros quadrados, onde serão disponibilizados balcões de atendimento, balcão vitrine para os expositores, depósito, segurança e limpeza, além de área de apoio e institucional.
De acordo com o gestor do Sebrae/RS, Thiago Camargo, ao longo de 2009 as ações planejadas para o grupo Alambiques Gaúchos "se concentrarão na conquista e posicionamento de mercados, por meio de feiras e eventos". Em uma retrospectiva da iniciativa, ele recorda que a Aprodecana foi criada com incentivo da entidade e que uma série de ações nas áreas de qualificação tecnológica e de gestão foram realizadas. "O grupo é uma das referências nacionais em produção de cachaça de alambique, principalmente pelo trabalho conjunto e diversas premiações e certificações conquistadas. Agora é o momento de concentrarem-se no mercado nacional e internacional”, afirma Camargo.
Mercado
Dados da Aprodecana indicam que a produção de cachaça no Estado alcança 10 milhões de litros por ano, com empreendimentos localizados nas regiões Central, Noroeste Colonial, Metropolitana, Litoral, Médio-Alto Uruguai, Vale do Taquari e Serra. "A cachaça de alambique já está sendo apreciada nas altas rodas da sociedade e restaurantes, mas a apreciação deste destilado de qualidade superior ainda tem um longo caminho a percorrer com o consumidor final", destaca Andrade.