Alberto Schmitt, ao se instalar na região para proceder à medição e à colonização das áreas de terras, escolheu um desmatado, naquela época o local já era conhecido como Tapera. Nome dado em virtude de existir, próximo ao acampamento de Schmitt, mais especificamente na esquina da hoje rua Coronel Gervásio, uma casa antiga e abandonada. Esta casa abandonada, aldeia extinta, constituía-se em uma passagem de que mvinha de Cruz Alta. Os viajantes que por ali passavam, paravam no rancho para descansar à sombra e tomar água, pois a uns sessenta metros havia um arroio, hoje chamado de arroio tapera, esta história é confirmada pela versão do padre Batistella, segundo testemunho oral de geração para geração. O certo é que a denominação Tapera, já existia e era conhecida, pois no mapa da Colônia Alto Jacuhy consta Tapera para denominar uma das sedes de colônia. O rancho citado tinha, aproximadamente cinco por quatro metros, era de chão batido, com duas águas e paredes de madeira lascada, tinha uma porta para o lado norte e pequena abertura no oitão, era coberto de taboinhas de pinho, também lascadas, tendo orientação leste-oeste. A vinte metros de distância pelo lado nordeste, estendia-se uma fileira de pessegueiros e de marmeleiros já adultos. Em lugar da floresta antiga, um cerrado capoeiral, com aproximadamente trezentos metros de comprimento, em sentido norte-sul por cento e cinqüenta metros de largura.Segundo contam o tal rancho foi construído por volta de 1890, por Anástico Lopes, conhecido como "Castelhano", foragido da lei.
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