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Torres - dos dinossauros às guaritas

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Publicação: 08/09/2007

 As Guaritas, em Torres, têm sua existência geológica datada de aproximadamente 140 milhões de anos, idade do Basalto Serra Geral e do Arenito Butucatú que as formam, e que são da era Mesozóica. A sua atual forma - única em todo o Litoral do Rio Grande do Sul -, de falésias e morros testemunhos à beira do mar, resultou de alterações feitas pelas intempéries por um longo tempo. Isso ocorreu durante o período Terciário, e principalmente no Quaternário (os últimos 230 mil anos), quando das quatro transgressões e regressões marinhas que sofreu a região na Era Cenozóica e até mais recentemente, em seu último recuo, há 11 mil anos.
 
 A história oficial do Parque das Guaritas começou em 1956, quando o Estado adquiriu a área, sendo que a partir de 1996 ela está sob responsabilidade da Prefeitura Municipal de Torres. Sua história, porém, é muito mais antiga. A geologia do local foi responsável pelo nome da cidade, devido às suas três torres de rocha basáltica, que compõem as Guaritas e o Morro do Farol, no perímetro urbano da cidade.
 
 Os derrames de lava basáltica que estão na origem dessas torres, ocorreram em todo o Brasil Meridional, desde o fim da Era Mesozóica até o Terciário, recobrindo aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados de extensão, sendo o maior derrame basáltico do mundo. Ele foi causado pela ruptura da crosta terrestre, quando da separação da América do Sul da África, há aproximadamente 140 milhões de anos. Foram sucessivos derrames de lava basáltica que em alguns lugares, como Torres, chegaram até a mil metros de espessura.
 
 Nesta área, o basalto ficou com as formas de relevo do tipo "falésias", cujo reverso para o continente é suave, apresentando grutas de ressaca na zona de abrasão marinha. Os processos dissecadores da Era Terceira, no Período Quaternário, geraram o seu relevo dissecado pela abrasão marinha, e os morros testemunhos arredondados, que compõem hoje um dos cartões postais mais bonitos do Rio Grande do Sul, as formações rochosas do Morro do Farol e das Guaritas.
 
 A cidade de Torres está inserida na denominada "Planície Costeira Interna" do Rio Grande do Sul, localizada na porção do Litoral Norte do Estado. Caracteriza-se por um ambiente entre a Costa e o rosário de Lagoas com um aspecto único em nosso país e no mundo, formado por barreiras arenosas, de antigas costas de praia. Ali afloram ilhas elevadas rochosas de basalto e arenito, chamadas de morros testemunhos da história de aproximadamente 200 milhões de anos.
 
 Essas barreiras são a fonte de matérias-primas usadas atualmente na construção civil e no revestimento de calçadas (pedra grês) e ruas (pedra ferro). Quantas vezes já andamos por sobre uma calçada de arenito (pedra grês, de cor rosada), ou na Torre do Meio das Guaritas, em Torres? E por certo não imaginamos que há mais de 200 milhões de anos a América do Sul e a África eram um só continente (o Gonduana) e que por sobre essas areias daquele deserto antigo, pisaram dinossauros pequenos.
 
 Também por certo não imaginamos que essas areias virariam a rocha arenítica que agora estamos pisando. E que, 200 milhões de anos depois, alguém retirou essa rocha do subsolo e a colocou sobre revestimento da calçada que hoje pisamos, sem imaginar que, como nós, os dinossauros também a pisaram.
 
 Infelizmente não temos nenhum deles dinossauros fossilizados ali naquelas areias desérticas, mas ficaram suas impressões. Em várias calçadas, encontramos pequenas pegadas arredondadas, com um risco grosso entre elas (do arrastar da cauda do dinossauro). Mas somente com um bom sol, e um ângulo de inclinação adequado se vê as impressões dessas pegadas mesozóicas.
 
 Quando andar por uma calçada de arenito, olhe bem. Você pode estar seguindo as pegadas de um dinossauro.


Fonte:   Artigo do Geólogo Jorge Augusto da Silva





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