Qualidade do produto, conforto e beleza são atributos primordiais quando se procura um par de sapatos. Para quem os faz, além de tudo isso, um bom andamento na linha de fabricação e uma gestão planejada são necessários para que a produtividade alcance os índices esperados. Dois grupos de ateliers da Região do Vale do Paranhana caminham em direção a estes objetivos.
Eles participam do Projeto Desenvolvimento de Ateliers de Calçados do Paranhana e estarão no seminário de capacitação da ferramenta Saber Empreender. As ateliers, vinculadas às empresas âncora Calçados Q’ Sonho e Calçados Bebecê, ambas localizadas em Três Coroas – município distante 91 quilômetros de Porto Alegre – integram o projeto que é uma iniciativa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS). As capacitações ocorrem em datas distintas: de 30 de abril a 02 de maio, para a primeira turma e 11 a 13 de maio para a segunda turma.
O curso Saber Empreender tem 27 horas-aula e trabalha com o desenvolvimento das ações empreendedoras e com o comportamento dos participantes. De acordo com o consultor do Sebrae/RS, Antônio Paulo Reginato, ministrante das aulas, o seminário é eminentemente vivencial. O foco são quatro características específicas: estabelecimento de metas, planejamento, comprometimento e persistência.
Reginato chama a atenção para a importância de se trabalhar na busca de resultados pensados antecipadamente. “O negocio precisa ter metas que norteiem suas ações. Para atingir os alvos, o empresário deve trabalhar com estratégias alinhadas de administração técnica e operacional, mobilização dos colaboradores e a persistência, que não deixa as intenções ficarem pelo caminho”, ensina.
Conforme Reginato, o Saber Empreender objetiva provocar reflexão e o início de uma mudança nas ações dos participantes do seminário – que são os proprietários, gerentes e supervisores das ateliers. “Para que tenham visão clara de suas metas, maior dinâmica de trabalho e alcancem resultados mais eficientes.”
Exemplos do próprio setor calçadista serão apresentados nos dias de aprendizagem. “É uma área com especificidades, que trabalha com o mercado da moda e anda junto com as tendências globais. Grande parte da solução passa por inovação, otimização de custos e rapidez nas respostas”, analisa o consultor.
O gestor do projeto Desenvolvimento de Ateliers de Calçados do Paranhana, Gustavo Pasquali, informa que esta ação é a sequencia do cronograma de trabalho da iniciativa. “Todas as ateliers já participaram dos cursos Indicadores de Desempenho e Gestão e Controles Financeiros. Além disso, dentro da mesma área, estamos em processo de conclusão das consultorias especiais de controle financeiro, realizadas em visitas de quatro horas em cada uma das unidades produtivas”, explica.
As ateliers que participam do projeto foram selecionadas pelas empresas âncora. “Cada indústria escolheu os fornecedores que considerava estratégicos para receberem as capacitações”, revela Pasquali. Os prestadores de serviço terceirizados devem estar ajustados com a empresa âncora, com os mesmos prazos, características e estilo de produção. “A demanda para o projeto surgiu justamente porque as indústrias viam a necessidade de que seus fornecedores de serviços tivessem suas gestões orientadas”, complementa.