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Fronteira Gaúcha
Muitas atrações turísticas
entre o meio ambiente e a história
História, ecologia e compras de artigos estrangeiros são
algumas das atrações de roteiros turísticos que podem ser feitos na Zona Sul e
Fronteira.
Embora o Chuí seja o segundo ponto de entrada de turistas no país, a região termina
sendo apenas um corredor - seja dos uruguaios e argentinos em busca das praias de Santa
Catarina, ou de gaúchos em direção a Punta del Este, no Uruguai.
No outro ponto do Estado, as ruínas das Missões,
mesmo sendo Patrimônio da Humanidade, ainda não são tão procuradas como seria de
esperar. Apesar disso se encontram, nessas áreas, algumas das maiores belezas naturais do
Rio Grande e documentos importantes de sua história.
Quem estiver em busca de um contato mais estreito com a natureza e quiser conhecer alguns
dos mais importantes paraísos ecológicos gaúchos, pode começar se arriscando um pouco
e tomando a temida Estrada do Inferno. Até Mostardas já há asfalto e, dali a Tavares,
defronte à Lagoa do Peixe, um dos mais bonitos
recantos do Rio Grande, são pouco mais de 30 quilômetros. A Lagoa do Peixe é parque
nacional desde 1986, quando sua criação foi inspirada na necessidade de defender as aves
do Hemisfério Norte que passam temporadas na região.
No extremo-sul, entre Rio Grande
e o Chuí, está a Estação Ecológica do Taim. Não é
permitido o acesso ao seu interior, mas nas margens da BR-471, que a corta por 17
quilômetros, podem ser vistas centenas de aves à beira dos diques, capivaras com seus
filhotes e muitos jacarés-do-papo-amarelo tomando sol. Mas cuidado com os animais: eles
gostam de atravessar a pista e tornam-se presa fácil para os veículos em excesso de
velocidade.
No extremo-oeste da Fronteira, em Barra do Quaraí, há uma outra raridade ecológica
pouco difundida e mais importante para os cientistas do que para o deleite visual dos
turistas: trata-se da formação parque
espinilho, com suas árvores baixas, muito copadas e com seus troncos
retorcidos. É denominada formação parque porque as árvores parecem ter sido plantadas
em linha, mas não foram.
O que acontece ali é sua contínua derrubada para a alimentação de fornos e fogões,
apesar de protegidas por lei. Elas são oriundas de uma fase climática mais seca e ainda
pouco estudada. O parque estadual que chegou a ser criado para proteger o espinilho
caducou porque o Governo do Estado não fez as indenizações devidas. Mas a área pode
ser observada das margens da própria BR-472, principalmente entre os quilômetros 60 e
70, nas iemdiações de Barra do Quaraí, ponto de encontro do Brasil, Uruguai e
Argentina.
Seguindo para outro extremo da Fronteira, em sua parte norte, há em Derrubadas, no Parque Florestal Estadual do Turvo, o maior salto
longitudinal do mundo, o Yucumã, com 1.800 metros de extensão. Ele se formou em uma
fenda do rio Uruguai e cai do território argentino para o brasileiro. O parque também é
importante pelo que representa para a defesa da fauna: lá estão os últimos exemplares
da onça pintada e anta existentes no Estado. E também alguns pumas, entre outros animais
ameaçados de extinção.
Um roteiro histórico para os que estiverem mais interessados em conhecer o passado, pode
começar ali por perto, nas Missões. Restam
nos municípios de São Miguel, Entre-Ijuís e São Nicolau, apenas uma pequena - mas
importante - mostra, na forma de ruínas, do que foi construído pelos índios guaranis
com a supervisão dos jesuítas, no final do século XVII e início do XVIII. A ruína
mais importante é a da Igreja de São Miguel, construída entre 1735 e 1745. No museu
existe um importante acervo da arte missioneira da época do apogeu dos Sete Povos das
Missões.
A história tambem pode ser apreciada em Piratini, na Zona Sul. A cidade, ocupada a partir
de 1789 por 48 casais açorianos, tem um dos melhores acervos da arquitetura açoriana no
Estado e alguns prédios importantes, como o que sediou o Ministério da Guerra da
República RS VIRTUALnse, hoje Museu Histórico Farroupilha. Piratini sediou a capital
farrapa entre novembro de 1836 e fevereiro de 1839.
Outras atrações históricas da região estão pouco além do Chuí, em território
uruguaio. A cinco quilômetros da fronteira há a Fortaleza
de São Miguel, que começou a ser construída pelos portugueses em 1737,
para apoiar a defesa da Colônia de Sacramento, defronte a Buenos Aires, no Rio da Prata.
Mas poucos anos depois ela foi abandonada, quando se iniciou a construção de outra
estrategicamente mais bem situada, a de Santa Tereza, a 30 quilômetros do Chuí e que se
encontra no interior de um grande parte com uma boa estrutura de camping.
A construção da Fortaleza de Santa Tereza
começou am 1762, mas um ano depois os portugueses tiveram que tranferí-la aos
espanhóis. Em seu interior há um dos três marcos do Tratado de Limites assinado em 1750
pelas duas coroas (e que, num outro ponto, nas Missões, selou o fim das reduções
jesuíticas ao estabelecer que todos os índios deveriam cruzar o rio Uruguai e se
transferir para território argentino).
No próprio Chuí há a opção de compras de mercadorias estrangeiras, com certificado de
origem e sem qualquer perigo de falsificação.
Como se vê, são muitas as alternativas ao longo da vasta fronteira gaúcha, que se
estende do extremo-noroeste ao extremo-sul do Estado.
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Informações
sobre a cultura e hábitos da Fronteira
Página de abertura da
fronteira
Página inicial da Zona Sul
Página inicial da área de turismo
Mais informações sobre o Chuí, Santa Vitória do Palmar, Jaguarão, Livramento e
Uruguaiana
Informações gerais sobre as alternativas de turismo na
Fronteira
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