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Turismo nas Missões
Paraguai -
Argentina - Rio Grande do Sul
Espetáculo imperdível
Espetáculo
imperdível
Diariamente há nas ruínas de São Miguel um espetáculo de som e luz, durante cerca de
uma hora, projetado no início da noite. Também é muito bonito e deve ser visto. O
espetáculo, realizado durante o pôr-do-sol, conta a saga missioneira (veja maiores
informações em nossa área de história)
e a formação do povo gaúcho.
Também deve ser visitado ali o Museu das Missões (aberto das 9h às 18 horas), projetado
por Lúcio Costa e imitando as construções dos índios missioneiros. Possui cerca de cem
imagens, com tamanhos variando entre 15 centímetros e 2m20cm, em pedra e madeira,
talhadas pelos índios para decorar as suas igrejas.
Além de São Miguel, há pouca coisa mais para ver no lado brasileira da República
Guarani. Mas, quem dispuser de tempo, pode aproveitar para conhecer as demais atrações.
Não têm a mesma imponência, mas pelo menos dão uma idéia da depredação verificada
ao longo da história, o que todos lamentamos mas que, infelizmente, aconteceu.
A cerca de 20 quilômetros de São Miguel, estão os vestígios da redução de São
João, onde foi instalada a primeira fundição. Há muito pouca coisa visível: apenas
três paredes, mas acredita-se que, numa área de cerca de quatro mil metros quadrados,
existam muitas coisas encobertas pela terra e embaixo de lavouras e casas de pessoas que
moram na localidade.
Em São Lourenço, a uns 20 quilômetros de São Miguel, também existem alguns vestígios
da antiga redução - mas somente restos de muros, sem maior importância do ponto de
vista da observação turística.
A 28 quilômetros de São Miguel, há o chamado Santuário do Caaró, onde uma cruz de
madeira e uma pequena igreja lembram a morte, em 1628, dos padres Roque Gonzales -
fundador de grande número de reduções no Guairá, Tape, margens do Paraná e Uruguai -
e Afonso Rodriguez, por índios da região. Em 1934, os dois foram beatificados. Não se
trata de uma atração do porte da de São Miguel, mas pode ser um complemento do passeio,
ao menos para se conhecer a região, berço da grande febre da soja que, no início da
década de 1970, revolucionou a agricultura do Sul do país.
A 122 quilômetros de Santo Angelo está São Nicolau (bem próximo das missões
argentinas, do outro lado do rio, que pode ser transposto por balsa em Porto Xavier),
outro dos Sete Povos existentes no atual Rio Grande do Sul, e com vestígios pouco mais
importantes do que são João e São Lourenço.
Em São Borja, São Luiz Gonzaga e Santo Angelo, os outros povos da última fase das
missões na margem esquerda do Rio Uruguai, não restou nada. A urbanização foi
implacável com a história e com os vestígios da velha República Guarani. Em alguns
locais dessas cidades, as pedras das antigas ruínas chegaram a ser utilizadas na
pavimentação de ruas, ao longo do século XX.
Em Santo Angelo sabe-se apenas onde era a antiga igreja: estava onde atualmente existe a
chamada Catedral Angelopolitana, que procura imitar a igreja de São Miguel.
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